Trecho da entrevista de Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central à Folha de São Paulo:
"Qualquer movimento na direção chinesa de controles e intervenção em massa requer os outros ingredientes que se vê por lá: poupança muito alta, contas públicas em ordem, juros baixos (como resultados das anteriores). Não dá para adotar só uma parte.
Mas o ideal seria segurar gastos do governo brasileiro e o crédito público assim que der, de modo que seja possível derrubar os juros. Gostaria de enfatizar esse ponto: em vez de elevar o gasto, seria melhor deixar mais espaço para a política monetária reduzir a taxa de juros. Isso teria o efeito inverso da atual, mas o desejado sobre a taxa de câmbio, qual seja, de evitar mais apreciação. Iria mais na direção de medidas que permitissem a queda dos juros, nossa maior distorção. Estamos caminhando na direção oposta, e a percepção atual de bonança pode mudar rapidamente."
"Qualquer movimento na direção chinesa de controles e intervenção em massa requer os outros ingredientes que se vê por lá: poupança muito alta, contas públicas em ordem, juros baixos (como resultados das anteriores). Não dá para adotar só uma parte.
Mas o ideal seria segurar gastos do governo brasileiro e o crédito público assim que der, de modo que seja possível derrubar os juros. Gostaria de enfatizar esse ponto: em vez de elevar o gasto, seria melhor deixar mais espaço para a política monetária reduzir a taxa de juros. Isso teria o efeito inverso da atual, mas o desejado sobre a taxa de câmbio, qual seja, de evitar mais apreciação. Iria mais na direção de medidas que permitissem a queda dos juros, nossa maior distorção. Estamos caminhando na direção oposta, e a percepção atual de bonança pode mudar rapidamente."