terça-feira, 18 de março de 2014

O ABUSO DA RUSSIA NA CRIMÉIA

Fonte: ex-Blog do Cesar Maia

O QUANTO A CRIMEIA DEPENDE DA UCRÂNIA! (Emb. RRR) 

1. Após a onda emocional que o referendo na Crimeia está desenvolvendo, surgirão questões logísticas muito importantes para resolver. A península é extremamente dependente do resto da Ucrânia. Em primeiro lugar, as duas únicas autoestradas que existem na Crimeia - a M17 e a M18 - dirigem-se para norte, para a Ucrânia, e não há nenhuma estrada em direção da Rússia. 

2. Em segundo lugar, 80% do gás, 80% da eletricidade, 80% da água e 70% da alimentação consumidas na Crimeia vêm da Ucrânia. A grande receita do orçamento da Crimeia é o turismo: 65% vêm da Ucrânia e será que os turistas voltariam à península russa? 

3. Em terceiro lugar, dois terços do orçamento da Crimeia, US$ 800 milhões são pagos pelo governo ucraniano. Resumindo, quem subsidia a Crimeia é Kiev. Quem o fará depois?

EVIDÊNCIAS DE FRAUDE NO PLEBISCITO DA CRIMEIA! 

(Emb. TTT) 95% a favor da anexação da Crimeia à Rússia indicam sinais de fraude eleitoral. Afinal, os ucranianos e os tártaros, que representam pouco menos da metade da população da Crimeia, não votariam pela anexação à Rússia de jeito nenhum. Razões históricas e culturais.

domingo, 9 de março de 2014

Troca de Experiências

"Quando dois homens vêm andando na estrada, cada um carregando um pão, e trocam os pães quando se encontram, cada um vai embora com um pão. Mas quando dois homens vêm andando na estrada cada um com uma ideia, e ao se cruzarem trocam as ideias, cada um vai embora com duas ideias. Essa é a finalidade de líderes bem preparados e liderados bem conduzidos: juntar-se digna e eticamente a fim de trocar ideias.” (Mário Sérgio Cortella)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Os símbolos pátrios estão mortos?

É com pesar que vejo o desapego para com os símbolos da pátria, do Estado, do Município, por parte das autoridades executivas eleitas. Ao invés de privilegiarem a bandeira, o brasão, veem-se em destaque de suas administrações esses pobres símbolos pessoais multicoloridos, em flagrante afronta ao principio constitucional da impessoalidade. Por certo, na idealização insensata por parte deles de que somos todos idiotas e que ficamos maravilhados com essas criações aberrantes.

A passagem pelo Poder nas democracias republicanas é efêmera. O Poder não pode ser assumido com esse sentimento de propriedade pessoal, imperial, que se vê hoje em dia. Indigentes cívicos são incapazes de reconhecer a brevidade de suas passagens pelos cargos e tascam suas pobres marcas pessoais nos lugares mais inadequados, em totens às vezes mais caros do que a obra realizada (já vi uma placa de 9m X 6m anunciando a “obra” de colocação de um semáforo), papéis públicos e até em viaturas do Transporte Público.

Usam esses símbolos pessoais em campanhas eleitorais e, sem qualquer pudor, introduzem essas marquinhas vagabundas como símbolos de Governo. Peço licença ao Senador Cícero, aquele do Império Romano, para plagiar a sua frase: Até onde abusarão de nossas paciências?

Escrevo para registrar que estou enojado de ver como representação de nossas Instituições essas bandeirinhas multicoloridas de festas juninas, enezinhoszêzinhoscoracõeszinhos, esses diminutivos incultos. Comparo quem deles fazem uso a esses pichadores impunes que emporcalham os espaços públicos.
As marcas de Estado devem prevalecer. Seja pela exigência legal de representação permanente, seja pela simbologia que registra a partir de estudo sério, impessoal e adequado.

O país tem seus símbolos que são sua bandeira, seu hino, seu brasão. Cada Estado possui similares símbolos, bem assim os municípios. A Constituição da República consagra e exige a conduta impessoal aosadministradores públicosEstá mais do que na hora de nosso Ministérios Públicopatrono da sociedade civil,tomar a iniciativa junto ao Poder Judiciário para dar um basta a essas práticas incivilizadas.Responsabilizando civil e criminalmente os tais ímprobos pela apropriação das Instituições Públicas. Fazendo-os indenizar financeiramente a Fazenda Pública pelo mau uso do dinheiro mal gasto nesses atos abusivos.

E que possamos em breve nós os mais velhos, voltar a valorizar, aqueles mais jovens, aprender a amar ossímbolos permanentes de nossas Instituições Republicanas. E, em solene ato de constrição perante nossos símbolospodermos dizer com o Poeta Castro Alves:

 Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança, 
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

“O MAL É UM FENÔMENO SUPERFICIAL”! ATENÇÃO GOVERNANTES DO BRASIL!

Li e achei interessante a análise da banalidade do mal, especialmente causada por funcionários públicos por "orientação superior". 
  
Fonte: ex-Blog do Cesar Maia

Trechos do artigo “A filosofia e a máquina de extermínio nazista”, sobre Hanna Arendt. (Globo de sábado 20/07/13 – Caderno Prosa e Verso).
    
1. Respondendo a Samuel Grafton em 1963, Arendt deu a seguinte formulação: “O que eu quero dizer é que o mal não é radical, (...) que não tem profundidade. O mal é um fenômeno superficial (...). Nós resistimos ao mal ao não sermos arrastados pela superfície das coisas, ao pararmos e começarmos a pensar, ou seja, ao alcançarmos uma outra dimensão que não o horizonte da vida cotidiana. Em outras palavras, quanto mais superficial alguém for, mais provável será que ele ceda ao mal.
    
2. Assim, a monstruosidade do extermínio nazista está exatamente no fato dele não ter sido cometido majoritariamente por monstros, mas em grande parte por funcionários modernos e eficientes. Estes incluíam as secretárias que mantinham as fichas dos judeus atualizadas, os policiais que os prendiam, os maquinistas que os transportavam e os químicos que escolheram o gás a ser usado etc. Foi o trabalho destes bons funcionários alemães, franceses, ucranianos, italianos, holandeses e outros que permitiu assassinar tantas pessoas, com o menor custo emocional e material possível e em tão pouco tempo. Eles se igualavam pela ausência de considerações morais sobre suas tarefas cotidianas.

terça-feira, 25 de junho de 2013

CONSTITUINTE POR QUEM?



"A soberania do povo é o alfa e o ômega, o princípio e o fim. Nenhuma autoridade, seja qual for, coparticipa com ela nesta supremacia." Rui Barbosa

Fonte: Migalhas Jurídicas

Ideia luminosa...
Pressionada pela grita das ruas, desesperada com a queda de sua popularidade, Dilma propôs - em reunião com governadores - um plebiscito seguido de instauração de assembleia constituinte para a realização da tão falada, há anos (!), reforma política. Mais do que exclamações o que se viu foram questionamentos : tratar de reforma constitucional sem a participação do Legislativo? Ruptura de ordem constitucional decidida em gabinete do Executivo? Tratar de leis quando a questão refere-se ao comportamento da administração?

segunda-feira, 24 de junho de 2013

AINDA, O POR QUE DOS PROTESTOS?

Fonte: ex-Blog do César Maia



O governo federal – desde Lula- entendeu como ‘paz social’ cooptar os movimentos sociais (sindicatos, associações, UNE, ONGs e até intelectuais) com generosos –digamos- subsídios. O governo federal resolveu comprar partidos e políticos ideologicamente antípodas e transformar o Congresso num departamento do executivo ao qual chamou de base aliada. Apoiou e contratou um partido novo (PSD) para minimizar a oposição. Mensalões se espalharam. Externalidade de riqueza de políticos (Autoridades e Empreiteiros com guardanapos na cabeça em restaurante chic de Paris), idem. Os respiradouros institucionais de opinião pública foram obstruídos. Era outro sinal.

A onda de desqualificação do setor público e exaltação do setor privado como cogestor dos governos, com consultores substituindo governantes, privatizações, terceirizações, construíram um ambiente autoritário em nome da técnica e da modernidade, reprimindo as manifestações das corporações de servidores. Era outro sinal.

A ideia que o povo era o problema e que os governos deveriam reprimir hábitos e substituir a prevenção pela repressão – apelidando de choques de tudo-, da urina à exponenciação dos “pardais” de trânsito, foi criando uma sensação de sufoco. Era outro sinal.

O uso e abuso da publicidade pelos governos com gastos bilionários foram gerando a certeza que se tratava tudo de uma fraude, tentando iludir as pessoas. O que se mostrava não correspondia à realidade. Era outro sinal.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

EXAUSTÃO (Jornalista Eliane Catanhede)

BRASÍLIA - Condenados pelo Supremo têm mandato de deputado e, não bastasse, viram membros da Comissão de Constituição e Justiça.
Um pastor de viés racista e homofóbico assume nada mais, nada menos que a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
Um político que saíra da presidência do Senado pela porta dos fundos volta pela da frente e se instala solenemente na mesma cadeira da qual havia sido destronado.
O arauto da moralidade no Senado nada mais era do que abridor de portas de um bicheiro famoso. E o Ministério Público, terror dos corruptos, é ameaçado pelo Congresso de perder o papel de investigação.
A chefe de gabinete da Presidência em SP usa o cargo e as ligações a seu bel-prazer, enquanto a ex-braço direito da Casa Civil, afastada por suspeita de tráfico de influência, monta uma casa bacana para fazer, possivelmente... tráfico de influência.
Um popular ex-presidente da República viaja em jatos de gran- des empreiteiras, intermediando negócios com ditaduras san- grentas e corruptas.
Um ex-ministro demitido não apenas em um, mas em dois governos, tem voz em reuniões estratégicas do ex e da atual presidente, que "aceitaram seu pedido de demissão".
Ministros que foram "faxinados" agora nomeiam novos ministros e até o vice de um governador tucano vira ministro da presidente petista.
Na principal capital do país, incendeiam-se dentistas, mata-se à toa. Na cidade maravilhosa, os estupros são uma rotina macabra.
Enquanto isso, os juros voltam a subir, impostos, tarifas e preços de alimentos estão de amargar. E os serviços continuam péssimos.
É por essas e outras que a irritação popular explode sem líderes, partidos, organicidade. Graças à internet e à exaustão pelo que está aí.
A primeira batalha foi ganha com o recuo dos governos do PT, do PSDB e do PMDB no preço das passagens. Mas, claro, a guerra continua.

PROTESTOS NAS RUAS

Replico aqui as considerações sempre abalizadas do cientista politico Gaudêncio Torquato:

A velha política
Os movimentos expressam clara indignação contra as práticas da velha política. Anos e anos a fio de velhas práticas e costumes, denúncias em série envolvendo atores políticos mancomunados com máfias, grupos privados e funcionários públicos, escândalos que nunca chegam ao fim - essa é a primeira camada da argamassa que explica a insatisfação social. As multidões querem dizer que o copo está transbordando. Que o país clama por reformas de métodos, de práticas e mudança de atores. A esfera política - representantes no Congresso, Assembleias, Câmaras de vereadores, governantes de todas as instâncias - recebe um puxão de orelhas.
Serviços precários
O segundo pacote de recados embala os precários serviços públicos. A saúde está na UTI ; a educação é um caos ; a segurança pública é uma barbárie ; o sistema de transportes urbanos é uma vergonha. O crescimento das cidades não é acompanhado do crescimento - quantitativo e qualitativo - dos serviços. As filas se tornam quilométricas ; os sistemas estão estrangulados ; as aflições cotidianas se acumulam. Em SP, um trabalhador passa uma média de 4 horas (alguns até mais) para ir e voltar do trabalho. A saturação dos serviços públicos expande o clamor das turbas.
Abertura da locução
As manifestações traduzem, ainda, a vontade social de expandir sua locução. Há muitos gritos presos nas gargantas. Há demandas reprimidas. A metáfora é a da panela de pressão : se não houver uma válvula que permita soltar o vapor, a panela explode. As manifestações funcionam como válvula de pressão. Ao ganhar as praças, a galera vai de encontro ao respiro social.
Democracia participativa
Sob outro prisma, enxerga-se na mobilização da massa um sinal de que a democracia participativa encontra espaço para se manifestar. E qual a razão ? A crise que assola a democracia representativa. Norberto Bobbio já avisara : a democracia não tem cumprido seus clássicos compromissos : o acesso à Justiça ; combate ao poder invisível ; educação para a cidadania ; transparência dos governos, etc. As representações políticas em todas as instâncias frustram expectativas. Os políticos são execrados. Cria-se um imenso vácuo na sociedade. Que é ocupado por uma miríade de entidades. A democracia participativa - direta - surge nesse bojo, resgatando a forma original - as reivindicações do povo na Ágora, a praça central de Atenas.

sábado, 25 de maio de 2013

EXPERIMENTO ACADEMICO SOCIALISTA EM 1931

(Adrian Rogers, 1931)

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo'.

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A".

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se
aproveitariam do trem da alegria das notas.

Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".

Ninguém gostou...

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".

As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.

A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.

No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala.
Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa!

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.

"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.

Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.

Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

segunda-feira, 13 de maio de 2013

SOBRE ARENAS E PÃO E CIRCO



"Carta de Vespasiano a seu filho Tito
Roma, 22 de junho de 79 d.C."

"Tito, meu filho, estou morrendo. Logo eu serei pó e tu, imperador. Espero que os deuses te ajudem nesta árdua tarefa, afastando as tempestades e os inimigos, acalmando os vulcões e os jornalistas."

"De minha parte, só o que posso fazer é dar-te um conselho: não pare a construção do Colosseum. Em menos de um ano ele ficará pronto, dando-te muitas alegrias e infinita memória."

"Alguns senadores o criticam, dizendo que deveríamos investir em esgotos e escolas. Não dê ouvidos a esses poucos. Pensa: onde o povo prefere pousar seu clunis: numa privada, num banco de escola ou num estádio? Num estádio, é claro."

"Será uma imensa propaganda para ti. Ele ficará no coração de Roma 'per omnia saecula saeculorum', e sempre que o olharem dirão: 'Estás vendo este colosso? Foi Vespasiano quem o começou e Tito quem o inaugurou'."

"Outra vantagem do Colosseum: ao erguê-lo, teremos repassado dinheiro público aos nossos amigos construtores, que tanto nos ajudam nos momentos de precisão."

"Moralistas e loucos dirão que mais certo seria reformar as velhas arenas. Mas todos sabem que é melhor usar roupas novas que remendadas. 'Vel caeco appareat' (Até um cego vê isso). Portanto, deves construir esse estádio em Roma".

"Enfim, meu filho, desejo-te sorte e deixo-te uma frase: 'Ad captandum vulgus, panem et circenses' (Para seduzir o povo, pão e circo)."

"Esperarei por ti ao lado de Júpiter."

PS: Vespasiano morreu no dia seguinte à carta.
Tito inaugurou o Coliseu com 100 dias de festa.Tanto o pai quanto o filho foram deificados pelo senado.

A propósito de Copas e Olimpíadas, continua válida a pergunta de Vespasiano: “Onde o povo prefere pousar seu clunis: numa privada, num banco de escola ou num estádio?”