terça-feira, 10 de março de 2009

TRISTE FUTEBOL CAMPO-GRANDENSE

Nesse domingo dia 8 de março de 2009, o Estádio Morenão estava triste, sombrio. Ao lado da imensidão vazia, deteriorada, a pequena teimosa torcida de poucas centenas de pessoas ainda tratava de discutir com o representante do Clube e da Universidade por um lugar à sombra. Era mais de 35 graus a temperatura que assolava essa tarde de verão às três horas da tarde. E ainda havia ameaça do representante da Federação: “Olha que se a torcida não sair da parte coberta vocês poderão perder o mando de jogos!”. E a torcida revidava: para torcedores do Flamengo e do Corinthians pode e para nós operarianos, não pode?
Eu estava La. Era mais testemunha do que torcedor. Instalado em uma cabine destinada ao Operário FC, podia ouvir a lamúria dos nossos “homens do rádio” refletindo o ambiente sombrio, os gritos dos torcedores descontentes, o futebol de ma qualidade que acontecia em campo. Tudo a distanciar do que se idealiza de uma partida de futebol, pela alegria que devia proporcionar.
Pensava comigo durante o jogo. Depois de dez anos em que estive a frente da Presidência do Operário FC nada mudou. É a mesma a direção da Federação de Futebol. É a mesma a falta de planejamento adequado para a realização de um campeonato. É a mesma a falta de investimento nos Clubes. Tudo continua de uma pobreza de fazer dó.
Até veio-me a lembrança um triste episódio de um Governador de Estado de então que investiu mais de um milhão de reais (em detrimento de investimento no Esporte) para, segundo idealizava, promover o Estado de Mato Grosso do Sul no cenário nacional por intermédio de uma Escola de Samba no Carnaval do Rio de Janeiro e que foi um fiasco.
Agora, vê-se Estado e Município gastando a mesma quantia para tentar atrair uma sub-sede da Copa do Mundo no distante ano de 2.014. E para a promoção do verdadeiro futebol local, simplesmente nada ou algo desprezível. La no futuro, depois do eventual acontecimento da Copa do Mundo, Campo Grande restará no mesmo lugar de sempre. No nada do terreno do futebol brasileiro.
Como é triste, às vezes, viver em Campo Grande. Ver uma classe política descolada da realidade social, cultural, esportiva, tocando a política pela política e para a política. Que tristeza ver esses setores da atividade lúdica levando a vida à dura pena de uma ajuda aqui outra acolá. Não há papel decisivo do “Estado” nesse terreno. Ao menos para proporcionar a infra-estrutura de espaço necessário. E tudo segue no improviso ante as circunstancias que se apresentam.
Não sou contra gastos bem feitos com publicidade de Governos, mas gostaria de ver esses gastos sendo direcionados para alavancar concomitantemente os setores que proporcione ao povo a possibilidade de ir a um Estádio decente (não ao “mictorião” que virou o Morenão) e assistir uma partida pelo Campeonato ou jogo amistoso. Uma pequena parte dos investimentos em comunicação dos governos, como estamos assistindo, ajudaria em muito os combalidos times de futebol e a história poderia ser outra.
História de alegria para os torcedores, de oportunidade de trabalho esportivo diretamente para os atletas e para as comissões técnicas, mas também indiretamente para tantas pessoas que se envolvem nessa atividade, da lavadeira de roupas ao motorista do ônibus.
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Esacheu Cipriano Nascimento
esacheu@buennas.com.br

6 comentários:

  1. Depois de dez anos em que estive a frente da Presidência do Operário FC nada mudou. É a mesma a direção da Federação de Futebol. É a mesma a falta de planejamento adequado para a realização de um campeonato. É a mesma a falta de investimento nos Clubes. Tudo continua de uma pobreza de fazer dó -
    ????????????

    SR. ESACHEU TUDO QUE O SR. FALA E MUITO BONITO NO PAPEL, CHEGA EMOCIONAR, MAS NÃO ENTENDO PORQUE AFIRMAR QUE NÃO ESTA NO OPERÁRIO, QDO TODOS NOS SABEMOS QUE O SENHOR É QUEM MANDA LÁ, O SENHOR TEM O PODER NA MÃO DR. PARE DE FICAR ACHANDO QUE O TONI E COITADINHO, COLOQUE GENTE SERIA LÁ DOUTOR O SENHOR VAI CONTINUAR, MANTENDO CONTADO, ADMINISTRANDO DE LONGE TUDO NORMAL, DR. SE O SENHOR QUER UM CLUBE FORTE, VITORIOSO, BASTA TROCAR O "MAQUINISTA" TENHA A CERTEZA QUE APOIO NÃO FALTARÁ, MAS SE A INTENSÃO E ACABAR COM O OFC ISSO NÃO VAI ACONTECER!!!!

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  2. SR. DR. Esacheu,
    Agora que o Operário Futebol Clube caiu pra segunda divisão posta ai seus comentários e qual a sua participação nisso.

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  3. Sr. Esacheu, que desprazer tenho em lhe postar esse comentário, pois para mim o Sr. não representa nada, um mntiroso, um covarde que se esconde atrás do Toni Vieira, um péssimo administrador em tudo, fracassado, cuida de outros assuntos, deixe o futebol para quem entende e ama o Operário.

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  4. Parabéns. Objetivo alcançado. Operário na lama.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. campo grandense...
    eu tenho vergonha de vc....
    vc não merece o sangue heroico de um povo audaz sul-matogrossense....se vc pode fazer algo pelo nosso futebol entaum o faça....!!!!!
    as verdadeiras pessoas que sonham com um novo futebol de campo grande, o querem e o desejam sem nenhum tipo de retorno....
    vc é de campo grande???
    nascido..??
    ja olhou pra nossa querida e linda bandeira e ja se emocionou cantando o hino da nossa capital ou nosso estado????
    ja ficou quanto tempo pensando sobre o valor, significado e RESPONSABILIDADE de levar em nosso peito o altruismo que se faz presente em nossa bandeira...!!!!
    quando foi q vc deixou de sonhar!!!!
    pensa na tua vida e no q vc pode fazer, para q um dia vc possa ter orgulho do q fezzz.....

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