segunda-feira, 29 de junho de 2009

O BRASIL QUE A GENTE VÊ!

Escrito pelo Jornalista TON FIGUEIREDO
Da Assessoria de Imprensa da Fundação Ulysses Guimarães/MS

Como em todas as viagens da FUG/MS, que sempre acontecem nos fins-de-semana, o presidente Esacheu, britânicamente, chegou 10 minutos antes do horário marcado para a saída. Acomodados na van, o diretor da FUG/MS Gilton de Almeida, seu filho André, o coordenador dos cursos Jorge Garin, as assessoras Elaine Mahmoud e Josenita Cabral, Pérsio Martins da JPMDB de Bonito e Carol Martins da JPMDB estadual.

O destino do dia era a aldeia Bananal, da etnia Terena,distando 40 kilometros de Aquidauana, onde seria ministrada aula inaugural do curso de " Formação Política". Depois de uma hora de viagem, já era possível ver os contrafortes da Serra de Maracajú, tingidos pela cor roxa das piúvas, como são conhecidos os ipês roxo, por aqui.

A Serra de Maracajú é um importante divisor de águas do Estado: de um lado fica o planalto central e do outro o pantanal, nosso maior santuário ecológico, que aqui tem 2/3 de sua área, se estendendo para o vizinho Mato Grosso, formando também o chaco paraguaio e boliviano.

Mais 40 quilômetros de chão batido e entramos na Aldeia Bananal, cidadezinha como milhares de outras, do interior do Brasil, com ruas de terra, crianças brincando, e adultos tomando tereré nas sombras das mangueiras.

A reunião aconteceria na escola Marechal Rondon, fundada por este incrível desbravador em 1944. A aldeia Bananal é a mais antiga da região e no seu entorno estão localizadas mais 6: Imbirussú, Água Branca, Morrinho, Lagoinha, Ipeg e Colônia Nova. Ao todo são cerca de 5 mil indígenas. O índios do pantanal são das etnias Terena, Kinikinao, Kadiweu, Ofaye, Atikun e Guató, cada um com sua língua, costumes e rituais.

Aula inaugural

Lá já nos esperavam cerca de 30 indígenas tendo a frente o mediador do curso Célio Francelino Fialho, seu irmão Cézar Francelino Fialho, Celso Fialho ex-cacique e presidente do conselho de saúde da aldeia, a diretora da escola, Danila Luiz Cândido e o presidente da Ação Jovem Indígena, Joilson Sobrinho.

Da cozinha já podíamos sentir o aroma do arroz de carreteiro, que seria nosso almoço.
Também presentes e responsáveis pela mobilização dos indígenas, a atuante juventude do PMDB de Aquidauana, tendo a frente Paulo Reis Filho e seu fiel escudeiro Eliakin.

Paulinho como é conhecido, descende de três gerações de políticos da região, filho de Paulo Reis, Secretário de Saúde de Aquidauana e Sandra reis, presidente da PMDB Mulher, também presentes.

Falando em nome dos alunos, Célio Fialho, agradeceu a presença do presidente Esacheu e sua equipe, falou da importância do curso para sua comunidade. Disse com pesar, que muitos Jovens abandonam a aldeia em busca de trabalho nas cidades e das dificuldades que lá encontram. A falta de qualificação é o grande entrave, para a melhoria da qualidade de vida da comunidade.

O presidente Esacheu falou em seguida se reportando às origens do PMDB, sua importância na redemocratização do país, no movimento das diretas já e na elaboração e aprovação da Constituição de 1988.

Disse ainda que por ser o maior partido do Brasil, o PMDB, sofre com este inchaço, abrigando em seus quadros, membros nem sempre afinados com os 14 pontos que são a base de seu programa. Que isto não é motivo para desânimo porque estamos reconstruindo o partido com cursos que foram uma nova cidadania com ética e compromisso de fidelidade partidária.

Se referiu à importância dos cursos ministrados pela FUG - Fundação Ulysses Guimarães, na unificação do discurso e atuação do partido, Fundação esta que tem na Presidencia Nacional, O Deputado Federal Eliseu Padilha, mentor dessa nova filosofia de transformação pelo conhecimento. Disse que a turma da aldeia Bananal, era a segunda no Brasil, composta exclusivamente por índígenas.

O secretário de Saúde de Aquidauana, Paulo Reis, falou do esforço de sua secretaria, no atendimento das necessidades das aldeias, pois o Estado tem a segunda maior população do Brasil e da criação do PMDB Indígena .


O Brasil que a gente nem sempre vê

Enquanto o alunos assistiam ao vídeo da aula inaugural, o presidente Esacheu foi dar entrevistas em duas rádios comunitárias, uma na aldeia Bananal e outra na IPEG. Ficamos impressionados com a qualidade das rádios, que apesar de todas as dificuldades, são ouvidas por toda a comunidade das 7 aldeias.

Computadores, transmissores e o nível dos locutores nos deixou agradavelmente surpresos. É a tecnologia levando aos mais remotos rincões deste Brasil, informação e lazer.

Outra agradável surpresa foi ouvir a diretora da escola, Danila Luiz Candido, que introduziu o ensino da língua Terena, na grade escolar, pois segundo ela o resgate da auto-estima da comunidade passa pelo conhecimento da língua. Ainda segundo a diretora seus ancestrais tinham vergonha e não transmitiram este conhecimento para as novas gerações.

A jovem Tainá, de cinco anos, nos presenteou com algumas palavras em Terena, feliz por frequentar as aulas da escola em dois turnos, na manhã nas atividades do Peti e a tarde nas atividades curriculares da escola.

Terminadas as atividades, todos de volta na van, trazendo nos corações e mentes a certeza de que algo está em marcha neste imenso país e que a transformação que todos nós esperamos passará obrigatoriamente por domingos como este.

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