terça-feira, 2 de junho de 2009

SER OU NAO SER PANTANAL, EIS A QUESTÃO!

Estivesse ainda vivo, Willian Sheakespere “o Bardo”, e essa discussão sobre ser ou nao Pantanal ganharia melhor qualificação. Mato Grosso do Sul é ou não é pantanal? Somos ou não somos pantaneiros?

Para mim a discussão é fora de sentido. Não importa ser. É preciso ser com os acréscimos de atributos que imponham a motivação à quem tenha interesse em conhecer, apreciar, sentir essa belíssima região do nosso Planeta.

Teve um Governador que até queria mudar o nome do Estado para "Estado do Pantanal." Eu não teria nada contra, até apoiei a idéia. Mas mudar o nome não significaria nada caso o objetivo fosse somente este e se o “nosso” Pantanal continuasse abandonado como sempre esteve.

A economia pantaneira é fruto da ocupação pecuária há pelo menos 200 anos. Contudo, as dificuldades cada vez maiores de custeio em área úmida e com severas restrições ambientais e, ainda, a concorrência de pastagens tecnologicamente desenvolvidas para os “campos de vacaria” ou de cerrados, implicou no empobrecimento das Fazendas Pantaneiras.

A alternativa dessa economia seria o Turismo. Ocorre que as Cidades e Núcleos habitáveis do Pantanal não possuem infra-estrutura de saneamento, os hotéis são de categoria mediana para baixa, com raras exceções. E o Governo anterior por ineficiência burocrática deixou “queimar” um empréstimo vultoso de fonte internacional que poderia estruturar esses núcleos urbanos o que impulsionaria o desenvolvimento do Turismo local.

Do que precisa o Pantanal-Sul, para nomear com orgulho o nosso patronímico é de planejamento estratégico, dentro de sua vocação natural e limitada, para que o “nosso” lado possa merecer os mesmos investimentos privados que ocorrem do outro lado da fronteira estadual, em Fazendas produtivas, Hotéis Resorts de fazer inveja e estradas bem cuidadas como verifiquei pessoalmente em recente estada por aquelas bandas.

A ficar como sempre esteve, caminharemos céleres para ver o nosso Pantanal se transformar em uma “Reserva da Biosfera” com a desocupação de Fazendas e restrições impeditivas ao Turismo. É esperar para ver!

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