domingo, 12 de julho de 2009

CIRO GOMES: SEM BEIJO NA BOCA

A Revista Veja (ediçao 2121) traz declaração do Deputado Federal Ciro Gomes, de que diferentemente de Lula, se Presidente da República fosse, governaria com o PMDB, mas sem beijo na boca. A matéria diz textualmente: "Não acho que seja necessário, mesmo para ter o apoio do PMDB, se deixar tão frouxa a hegemonia moral e intelectual dessa relação."

Ao comentário cabe comentário. Pena que o Ilustre político não tenha levado em consideração que o problema está exatamente na necessidade de uma reforma política que não permita as relações espúrias entre Governo e Partidos, que considera apenas quem esteja eventualmente ocupando altos cargos por Partidos Políticos. No caso do PMDB, os que estão em Brasilia compartilhando o Poder com o PT não podem ser considerados peemedebistas. Ingressaram no PMDB circunstâncialmente e não por opção ideológica ou progrmática. E, como são ousados, passaram a agir em nome do partido.

Também é preciso considerar que se o Governo do PT quisesse uma relação sadia com o PMDB o faria por intermédio de sua Convenção Nacional que autorizaria ou não um Governo de Coalisão. E, neste caso, os nomes para participar do Governo seriam referendados em convenção. Assim, dúvido que os nomes que seriam apresentados seriam esses mesmos indicados pelo Senhor José Sarney e mais meia dúzia de Senadores e Deputados Federais. Gente que assina ficha num dia e no outro é nomeado Ministro pelo PMDB.

Quando iguais de péssima qualidade se juntam resulta nessa barafunda que mediocriza a política brasileira.

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