domingo, 26 de julho de 2009

A ESPERANÇA E A DESILUSÃO

Roberto Pompeu de Toledo escreve excelente artigo de última página da Revista Veja onde trata da questão da da persistência na esperança e da desilusão humana.

A questão colocada é a necessidade de se saber até quando se deve persistir na esperança. Se por um lado há necessidade de não se perder a perspectiva da vida, como ocorreu aos Austronautas que estiveram ainda jovens em visita ao nosso satélite - na Lua, e perderam a motivação para qualuqer outra atividade. Por outro lado, não se pode agir como aquela personagem do Livro Deserto de Tártaro, do autor Italiano Dino Buzzati, onde um militar se mantém até a velhice em uma posição na fronteira de um determinado país, para onde foi destacado, na esperança de que por ali ocorresse uma invasão e pudesse se tornar um herói. Quando de fato isto ocorreu ele já estava tão velho que é remanejado do posto para dar lugar a um outro jovem com melhores condições de lutar.

A vida, portanto, exige certa capacidade de ponderação para que a esperança não seja vencida pela incapacidade do ser humano não mais se sentir útil e, nem mantida na persistência extrema capaz de postergar infinitamente as conquistas que devem ocorrer na plenitude da vida de cada um.

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