sexta-feira, 17 de julho de 2009

PRECIOSIDADES DO COURO

Aldayr Heberle, competente profissional da área produtiva me envia um e-mail sobre as perdas que os pecuaristas de Mato Grosso do Sul vem tendo nesse importante setor da economia. Com a licença do remetente, veja o conteúdo a seguir:

"Há muitos anos escrevo artigos analisando e informando a importância dos couros para a rentabilidade da pecuária brasileira, pois, o couro representava ao redor de 12% do valor do boi, um quilo de couro crú valia R$. 3,00, pagamento à vista.

Naquela época, no ano 2.000, a indústria coureiro-calçadista convenceu o governo que os curtumes estavam "ganhando muito" e sugeriram aplicar um imposto de exportação de 9%, que deveria ser reduzido anualmente até zerar. Para criar novos tributos nunca há necessidade de apresentar argumentos lógicos. O governo tasca o imposto na hora, sem olhar em quem vai doer. A redução progressiva foi cancelada e o imposto de exportação mantido em 9%.

Sabem os leitores quanto vale hoje um quilo de couro? Míseros R$. 0,50 por quilo. Repito: cincoenta centavos, posto no frigorífico, a 30 dias de prazo. E quem paga? É o criador, o pecuarista, pois, pois! O exportador recolhe o imposto e desconta do pecuarista. E porque os preços descambaram tanto? Vejam os quadros abaixo, que copiei da última edição da Revista COUROBUSINESS. (maiores informações diretamente com o autor - heberlealdayr@gmail.com). O que houve no mercado? A crise mundial, que atingiu principalmente os paises mais desenvolvidos. Não se forram mais os assentos de automoveis de luxo, de aviões, de móveis de estilo, com couros. E bilhões de pessoas usam sapatos e tênis, vestuário e bolsas, de material sintético, em vez de couro.

Mas pelo menos uma voz se levantou neste País: a da mais combativa, patriótica e competente Senadora da República: KATIA ABREU, que declarou: ''A TAXAÇÃO DO WET BLUE CONTRIBUI PARA DESCAPITALIZAR O PRODUTOR''. Ela também é presidente da CNA, e com o seu prestígio, trabalho construtivo e constante, pode ser que consiga revogar essa taxação absurda, quem sabe, no ano que vem, porque é ano de eleições."

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