domingo, 2 de agosto de 2009

A FALTA DE ULYSSES E DE TANCREDO

Falar da falta de referências no PMDB de hoje é como "chover no molhado". Quem viveu os tempos do MDB e já se vão muitos anos e os primeiros tempos do PMDB talvez guarde dentro de si uma nostalgia imensa pela qualidade dos políticos que construíram a vanguarda da democracia brasileira na construção deste tempo democrático em que estamos vivendo.
Também é certo que estas pessoas poderiam concordar com o escritor José Saramago, como escreveu em seu blog, ao homenagear a memória do político português Álvaro Cunhal, que estamos assistindo ao "declínio dos conceitos, à dissolução dos juízos, à perversão das práticas."
Lembrar aqui a falta de Ulysses Guimarães e de Tancredo Neves não é um exercício de nostalgia, mas um chamamento a referência sobre homens e tempos em que a política engrandecia os seus partícipes pela honra de exercê-la e enchia de esperanças as mentes e corações de toda uma geração de brasileiros.
Parafraseando Saramago, ainda, o que não conseguimos é iludir esta espécie de sentimento de orfandade que nos toma quando neles pensamos.

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