sábado, 8 de agosto de 2009

O TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA

O romance Triste fim de Policarpo Quaresma (do escritor Lima Barreto) é uma narrativa em terceira pessoa que conta a história de Policarpo Quaresma. Nacionalista fanático, funcionário público, letrado, que apesar dos problemas do Brasil, acredita piamente no desenvolvimento do país. O patriota inveterado valoriza a cultura nacional, a música, a comida, a moda, a dança e principalmente a língua tupi.
Sugere ele à Câmara de Deputados a oficialização do tupi como língua nacional. Interpretado como maluco é destituído de suas funções e internado como louco em um hospício. Libertado ele se refugia no sítio do Sossego no interior de Minas Gerais.Passa a apostar na agricultura como saída para a solução dos problemas brasileiros.Mas ao dedicar-se à lavoura descobre que as dificuldades de produtor rural são desanimadoras e que as saúvas são mais destruidoras do que ele imaginara.
Ninguém dá importância às suas idéias desenvolvimentistas, porém a afilhada Olga Coleone, nunca lhe abandona, pois acredita em seus sonhos e como ele tem uma visão crítica da sociedade brasileira.
O último arroubo patriótico de Quaresma é a carreira militar. Incorpora-se voluntariamente às tropas do marechal Floriano Peixoto por ocasião da Revolta da Armada. Porém ao denunciar as atrocidades da repressão aos adversários, é detido e jogado na prisão.
Humilhado e doente é mandado para a ilha das Cobras. Reconhece por fim que a Pátria que ele idealizava era um mito. Pouco antes de ser fuzilado injustamente pela ordem arbitrária que ajudou a defender, Policarpo Quaresma faz uma reflexão sobre as circunstâncias que o levaram a um fim trágico.
O romance de Lima Barreto reflete a hipocrisia da sociedade brasileira e de seus governantes com sua visão individualista e corrupta, bem como as injustiças a que é submetido o cidadão comum.

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