quinta-feira, 20 de agosto de 2009

PT ABSOLVE SARNEY E SE AUTO-CONDENA

Para quem acompanha o jornalismo político ontém foi um dia atípico. A modorra perdeu espaço para o agito no Senado Federal. O PT que caminha ao lado dos atuais líderes do PMDB no Congresso Nacional, diga-se de passagem, líderes contestados dentro do próprio corpo de congressistas do partido e muito mais ainda nas bases partidária, praticou o arakiri. Ao tempo em que votou pela não investigação dos atos do Presidente José Sarney, viu a sua bancada envergonhar-se do que fazia, sofreu desgaste em toda a mídia e ainda por cima, perdeu dois Senadores da República: Marina Silva e Flávio Arns, representantes de dois importantes setores da política brasileira - meio ambiente e Igreja Católica.

Não sei se foi bom negócio para o PT. José Sarney representa hoje um corpo estranho dentro do próprio PMDB. Não há reunião da qual participo que não ouço poucas e boas em relação a sua conduta política e um desejo enorme em vê-lo porta a fora. Eleitoralmente ele representa hoje o Estado do Acre, com um total de pouco mais de 400 mil eleitores ou seja, nenhuma expressão comparetivamente aos mais de 100 milhões de eleitores brasileiros. No Maranhão goza do apoio apenas de sua família. Sarney é alinhado com os Senadores Renan Calheiros e Romero Jucá, que também gozam de quase nenhum prestígio dentro do PMDB.

Estes políticos peemedebistas juntos já perderam de forma acachapante uma Convenção Nacional do Partido pelo lançamento de candidatura própria. Não houve o lançamento em razão do uso indevido do Poder Judiciário. Creio que numa próxima convenção serão novamente derrotados ante o desejo da maioria das bases em lançar candidatura própria. Ainda por cima, enfrentam avaliações nada meritórias da opinião pública.

Por tudo isto penso que o PT se auto-condenou no dia de ontém e começa a descer a ladeira do poder.

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