segunda-feira, 10 de agosto de 2009

SOBRE LIBERDADE DE IMPRENSA

Tenho em mãos o meu Almeida Garret - Portugal na Balança da Europa, escrito e impresso no ano de 1866. A página 367 e seguintes ele fala sobre Liberdade de Imprensa, referindo-se a Constituição de 1.826 em Portugal:

"Merecia a liberdade de imprensa particular capítulo. Não tratarei do seu panagerico, nem de descrever suas utilidades, nem de pregar sua necessidade: quem entre nós, quem deixa de conhecer tudo isto? Sem liberdade de imprensa, no estado das nações modernas, no sistema representativo, não há liberdade de nenhuma espécie. (...) E todas as instituições, por mais livres que sejam, em vez de benefício, são uma calamidade pública, um laço armado ao patriotismo, um novo instrumento dado à opressão, um escudo traidor que só cobre os inimigos da liberdade e a seus amigos só esmaga." (com pequena atualização do português)."

Dá para pensar que em 1866 já se pensava assim em democracia e que mais de 140 anos depois ainda exista juiz no Brasil que tenta calar um jornal como O Estado de São Paulo para não falar das artimanhas do filho do Presidente do Senado Brasileiro?

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