domingo, 23 de agosto de 2009

TRISTE SENADO FEDERAL

Participei ainda muito jovem de um curso na Câmara dos Deputados e aproveitei algumas horas vagas para assistir aos debates do Senado Federal. Era um encantamento ver e ouvir os discursos, os debates ao tempo de Paulo Brossard, Luiz Viana Filho, Teotônio Vilela, Jarbas Passarinho, entre tantos outros de estatura política e idéias políticas superlativas.

Hoje vemos o Senado Federal, como disse um amigo, tão podere que somente serve para adubo. E a Jornalista Eliane Catenhede, na Folha de São Paulo deste dia 22/8/2009, assim comenta a triste situação dos mais eminentes Senadores:

"Na Presidência, José Sarney não tem condições de presidir sessão nenhuma, arrastando os pés tristemente do gabinete ao plenário sob uma nuvem de ostracismo. Sua voz e sua mão nunca mais vão parar de tremer na tribuna.
Na liderança do PT, Aloizio Mercadante é um fantasma dele mesmo, numa função fantasma. Líder de uma bancada subjugada pelo Planalto e que se desfez em pedaços e em intrigas, ele não fala mais para seus pares petistas, nem para a base aliada, nem para a oposição.

Na liderança do PSDB, o principal partido da oposição, Arthur Virgílio engaveta os seus discursos irados e recheados de um certo lustre intelectual para conviver hoje, amanhã e sempre com o depósito feito por Agaciel Maia para pagar hotel em Paris e com os milhares de reais que saíram do público para financiar o estudo privado de um amigo assessor.

Sarney, Mercadante e Virgílio são zumbis de um Senado zumbi. E não só do Senado, mas da política."

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