domingo, 23 de agosto de 2009

VALTER PEREIRA OU WALDEMIR MOKA OU AMBOS?

Não sei se o Senador Valter Pereira deixará ou não o PMDB para buscar oportunidade de reeleição por outra legenda. Tenho um profundo respeito, além de amizade, pelo companheiro de partido que cruzou o oceano da ditadura no barco do MDB e até hoje continua firme no posto de militante do PMDB.

Também não sei, pelo andar da carruagem, se o Deputado Federal Waldemir Moka, mesmo com a eventual saída de Valter Pereira, terá chance de obter legenda no PMDB para disputar o mesmo cargo majoritário.

Por outro lado, o que chateia é ver a continuidade de um sistema político que permite a existência de numerosos partidos e em conseqüência ver a política virar esse ambiente de oportunistas, de ausência de referências éticas, dos que ousam e vencem no golpe de galão, passando por cima da história, da sensibilidade das pessoas, dos interesses desejados de manutenção de uma vida partidária digna do nome.

Já escrevi sobre a necessidade de cada partido político ter a obrigação de mostrar a razão de existir, oferecendo-se à sociedade com o seu programa e buscando o voto que o legitime a governar. É evidente que não desconheço a realidade que induz à prática de coligações partidárias para facilitar a chegada ao poder. No entanto, é preciso questioná-la para dizer que algo está errado e deve ser mudado, nessa malandra política. Porque se é para se fazer coligações com quase todos; se é para estarem juntos em todas as eleições, então deviam estar em um mesmo partido.

Correm em paralelo, interesses dos espertos da política. Dos que procuram sempre um partido com melhor estrutura e com maior impacto na sociedade para o alcance dos seus fins. Dos que não são partidários, apenas transitam e se beneficiam. Dos que se mudam com desassombrado oportunismo para tomar o lugar daqueles que, com trabalho e sacrifício, ajudaram a construir e a manter por décadas determinada legenda. Uma pena que estes sejam os favorecidos, porque sairão do partido da mesma forma que entraram. E oportunidades não lhes faltarão.

Exatamente por conseqüência desse tipo de interesse, assistimos nos últimos meses em Mato Grosso do Sul uma campanha de descrédito em desfavor dos nossos Líderes peemedebistas Senador Valter Pereira e Deputado Federal Waldemir Moka, respectivamente, Presidente e Vice-Presidente do PMDB Estadual, para privilegiar o nome de um desses espertos. As razões decorreriam do resultado de precoce pesquisa de opinião pública que indicaria eventual preferência eleitoral por esse nome em relação aos demais.

Além do extemporâneo e injusto critério de pesquisa, é inescondível o uso abusivo de campanhas midiáticas, em flagrante violação do princípio constitucional da impessoalidade, as quais ensejam o marketing pessoal, que acaba por forjar esse tipo de resultado. A exposição descabida do nome de governante em irrelevantes feitos administrativos, não é aceitável em um ambiente de probidade e de igualdade democrática e devia sofrer severa punição pelos órgãos partidários, ministeriais e judiciais competentes.

Quero por tudo isto, registrar o reconhecimento do mérito das respectivas atuações públicas plenas de idoneidade e condutas partidárias memoráveis, ao Senador Valter Pereira e ao Deputado Federal Waldemir Moka. Nomes que sempre mereceram os sufrágios dos eleitores para inúmeros mandatos. E, chamar à reflexão o Diretório Estadual do PMDB/MS, para dar exemplo de legenda séria e justa, capaz de garantir a ambos a indicação como candidatos ao Senado Federal, em chapa pura, o que honrará as melhores qualidades políticas da cidadania do nosso Estado.

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