sábado, 12 de setembro de 2009

PMDB NÃO IRÁ COM DILMA ROUSSEF

Integro um grupo político que dentro do PMDB exerce a política por meio do estudo de causas em profundidade e além do mais detém alguma capacidade de análise dos fatos do dia-a-dia. Este grupo se reúne em torno da Fundação Ulysses Guimarães, presidida nacionalmente pelo Deputado Federal Eliseu Padilha e contando com nomes consagrados da política brasileira, remanescentes dos quadros originais do partido, entre eles, o ex-Senador Ronán Tito de Minas Gerais.
O exercício diuturno da política por detentores de cargos eletivos levan-nos a ter de conviver com o imediatismo das circunstâncias e por isto mesmo, perdendo de certo modo a capacidade de análise de conjunto.

A iniciativa de parcela deste segmento em favor de uma coligação a qualquer custo com o candidato a Presidência indicado pelo Palácio do Planalto não encontrou ressonância nas bases do PMDB e ao contrário gerou uma revolta significativa contra e por candidatura própria.
A questão deve ser ponderada a partir da verdade inafastável de que o PMDB é o partido organicamente melhor situado na política brasileira, com capacidade de mobilização em praticamente todos os municípios brasileiros. Como pode uma organização desse porte ficar na dependência de partidos com menor expressão e, de nomes de pessoas produzidas nos laboratórios palacianos, sem qualquer vivência partidária ou mesmo com os seguimentos contemporâneos da sociedade organizada?

Interesses muito particulares de quem sempre ousou na política brasileira jogando sempre com as forças do poder estabelecido para impor suas vontades passaram a despretigiar a legenda e tentar impor uma versão que não se sustenta, de que o PMDB não teria nomes com destaque nacional para disputar o cargo de Presidente da República.
Esse tipo de raciocínio poderia até levar o PMDB a ser caudatário de uma criatura de "expressão" e de partido que sequer possui capacidade de vencer eventual cláusula de barreira eleitoral. O próprio PT somente existe na expressão eleitoral do Presidente Lula, fora disso é um deserto de nomes e quiça de idéias. Os melhores nomes se envolveram em condutas moralmente resprováveis e estão enrolados com a Justiça brasileira e não existe uma obra do Governo PT no Brasil.
Por tudo isto, é minimamente obrigatória a discussão em torno de uma candidatura própria do PMDB a Presidente da República. Partido político verdadeiro tem de mostrar seu programa e sua proposta de governo ao povo e buscar a aprovação popular, ao menos no Primeiro Turno de eleições. Segundo Turno é outra conversa e um dos elementos a ser considerado é o tal do "imponderável".

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