sábado, 24 de outubro de 2009

ECONOMISTA CARLOS LESSA

Gostei da entrevista no Jornal O Estado de São de Paulo de Hoje, com o Economista Carlos Lessa. Em determinado momento vem duas perguntas e as respostas definitivas:
O Rio ainda tem papel importante na formação da autoestima do brasileiro, como teve no passado, quando o prefeito Pereira Passos (1902-1906) transformou a cidade no que chamou de ‘Paris dos Trópicos’?

A modernização do Rio foi um projeto de Rodrigues Alves, um paulista com a dimensão do Brasil. A neta do francês Vítor Hugo cunhou a expressão "Cidade Maravilhosa". Na década de 50, Copacabana se autodenominou "Princesinha do Mar". Depois o Rio foi deixando de ser objeto de desejo, sem que nenhuma outra cidade brasileira herdasse o título.
O saudosismo atrapalha o Rio? Ou seja, viver sonhando com um passado glorioso que o presente parece fazer de tudo para enterrar impede uma caminhada rumo a um futuro libertador, redentor?

Não há saudosismo prejudicando o Rio. O que existe é a autoestima nacional em declínio. O que existe é uma juventude migrando para o exterior. O que existe são meninas engravidando em busca do Bolsa-Família. A ideologia neoliberal e a exaltação da globalização colocaram em pauta para a juventude temas transnacionais e cancelaram a ideia do Brasil como um país do futuro e com futuro. Não se exalta mais a potencialidade da civilização brasileira e, sem resolver a questão social, não se convoca a juventude para discutir o futuro da civilização brasileira.

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