sábado, 3 de outubro de 2009

PARTIDO NÃO DEVIA SER APENAS CARTÓRIO

Fico impressionado com a falta absoluta de noção do que seja partido político, por esta geração de "homens públicos" que faz política no Brasil. Partido exige a noção de união em torno de uma idéia, de um programa, de um projeto para a comunidade local ou nacional. Mas as pessoas trocam de partido como experimentam camisas em uma Loja. E, não para escolher aquele partido cujo programa pode assumir. Não, apenas para saber qual o partido é o melhor para servir de base para o seu projeto pessoal de eleição.
Acabo de ler que um secretário municipal está indeciso, mesmo nas últimas horas do encerramento das filiações, entre três Partidos: PSDB (social democracia), DEM (liberal) e PPS (socialista). Caramba, vai ser ideologizado assim em outro lugar. Pior é que as altas direções dos partidos admitem esse tipo de escolha. Quer saber é se o Candidato tem recursos financeiros para ajudar alavancar eleitores e não a contribuição que ele possa dar para o projeto do Partido.
Resulta de tudo que os eleitos assim, passam a ter um sentimento patrimonialista do cargo que ocupa e nem vai dar bola para o partido, que para ele, é apenas um cartório onde se registrou para obter o cargo eletivo. Pobre Brasil se continuar com esse jeito de fazer política.

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