quarta-feira, 21 de outubro de 2009

RIO DE JANEIRO, RIO DOS USUÁRIOS!

O problema não está somente no morro. No morro estão os fornecedores, chamados Traficantes. O dinheiro está onde está a classe média, os turistas, na beira-mar e sobe o morro enquanto a droga desce a ladeira. E quem tem dinheiro para comprar a droga são os "banacas" da zona sul. Não há solução nos morros enquanto não houver solução nos bares, boates, escolas, famílias da cidade do Rio de Janeiro.
O Rio de Janeiro precisa de um grande, grandioso, imenso programa de saúde pública para desintoxicar a classe média consumidora de drogas. O Rio de janeiro precisa dos "caretas". Precisa de uma política de segurança pública que não tergivesse com os usuários que conseguem mudar a lei para não serem apenados da mesma forma que age com os traficantes.
Essa epidemia de drogas no Rio de Janeiro precisa ser combatida com a mesma autoridade e eficiência com que o médico Osvaldo Cruz atuou na epidemia da febre amarela e da varíola que dizimaram milhares de pessoas início do século XX.
Da polícia brasileira de formação militar que trabalha em regime de 24 horas por 72 de descanso não há nada a esperar. Como ninguem consegue trabalhar 24 horas sem parar, dorme no serviço. E como ninguem dorme 72 horas sem parar, nas folgas trabalha-se para o crime organizado e ganha-se uns trocados por fora.
Diante de tanta beleza que há no Rio, ainda assim será tudo apenas como num verso de Oscar Wilde?
"E não há nada a fazer
Mas beijar uma vez mais, e partir
Não há nada que devemos fazer...
Eu tenho minha beleza, voce, sua arte,
Não, não iniciar,
Um mundo não foi suficiente para dois,
Como eu e você."

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