segunda-feira, 23 de novembro de 2009

ROBERTO MANGABEIRA UNGER

Tive o prazer de conhecer pessoalmente e de conversar com o Professor Roberto Mangabeira, da Harward University, onde foi professor, entre outros, do atual Presidente Norte-Americano, Barack Obama.
Câmara Cascudo já dizia que o melhor do Brasil é o Brasileiro. Fiquei orgulhoso em reconhecer no Professor e Ex-Ministro de Planejamento Estratégico do Governo Brasileiro, alguém que, por mérito, ascendeu a titularidade como professor de uma das maiores e melhores, senão a melhor, instituições de ensino do mundo.

O Professor Roberto Mangabeira, que está trabalhando no programa de Governo do PMDB para a Presidência da República, propõe para o Brasil cinco pontos essenciais: 1) A democratização da economia de mercado. Não basta regular o mercado. Não basta contrabalançar suas desigualdades com programas sociais. É preciso reconstruí-lo em seu conteúdo institucional para torná-lo mais includente; 2) Criar um Escudo Econômico. Cortar a falta ortodoxia econômica ao meio. Reafirmar a parte sadia: realismo fiscal e responsabilidade fiscal. Mas repudiar a parte nociva: a aceitação do baixo nível de poupança nacional, privada e pública, e o apelo à poupança estrangeira como base de nosso desenvolvimento. Mobilizar a poupança de longo prazo para o investimento produtivo de longo prazo e não permitir que seu potencial se desperdice em “cassino financeiro”; 3) Ensino. Capacitar o povo brasileiro por meio do ensino público. Uma prioridade é construir as regras e os meios para reconciliar a gestão local das escolas pelos Estados e municípios, com padrões nacionais de investimento e de qualidade. A qualidade da educação que uma criança receber não deve depender do acaso do lugar onde ela nesce e mora. Terminar com a forma de aprender e ensinar, o “docoreba” – o enciclopedismo informativo superficial – por ensino analítico e capacitador, como foco no básico, análise verbal e numérica; 4) Reconstruir um Estado capaz de fazer tudo isso. A agenda do profissional administrativo. A agenda da eficiência na gestão pública. A agenda do experimentalismo na maneira de prestação e na qualificação dos serviços públicos, inclusive, de educação e saúde, por meio de engajamento da sociedade civil na provisão competitiva e experimental deles; 5) Tirar a política da sombra corruptora do dinheiro. Instituir o financiamento público das campanhas eleitorais para diminuir a influência do dinheiro privado. Substituir a maior parte dos cargos comissionados por carreira de Estado. E rever o processo orçamentário para que não sirva à negociação obscura entre os interesses dos poderosos.

Pensando bem, o PMDB tem quadros que não se confunde jamais com aquela cúpula que vive nas páginas político-policiais.

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