terça-feira, 22 de dezembro de 2009

À BEIRA DO RIO TAQUARI

O Jânio é um desses caras tranquilo, trabalhador, tem sua empresa de construção civil e toca a vida de acordo com as possibilidades do mercado. Comprou uma casa, quase Rancho, na última quadra da cidade de Coxim, na beira do Rio Taquari. A enchente dessa semana passada lambeu o baldrame de sua casa. Cida, sua mulher, ou melhor a Professora Aparecida, que já foi Diretora de Escola em Cuiabá, com cerca de 2.600 alunos, é uma socióloga que escolheu viver com Jânio, pescando no Rio, na porta de casa e preparando deliciosas peixadas para o amigos do casal. E também vai levando a vida sem estresse. Quando preciso, pilota o motor e desce rio abaixo em busca dos melhores peixes. É certo também que não perdeu a sintonia com suas atividades intelectuais e é uma pesquisadora das coisas do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Escreve roteiros para "Documentários". Um deles foi até copiado por uma Escola de Samba do Rio de Janeiro que não lhe quis pagar os Direitos Autorais. Foram obrigados a mudar o roteiro.
Ambos vao cuidando dos filhos, do primeiro casamento de cada um, e mais aqueles que os amigos que se separam vão deixando aos seus cuidados. Todos estudando, se formando em cursos universitários. E a vida segue sem pressa, como as águas do seu Taquari.
Esta semana gastei um fim de tarde inesquecível, juntamente com os amigos Gilton Almeida e Ulisses Rocha, tomando suco de manga, frutas colhidas dos arvoredos que rodeiam a cozinha (cantina) da casa e ouvindo as histórias da Professora Aparecida. Culta em temas diferentes que vão da filosofia, a sociologia e até mesmo a mediunidade. Encerramos com um jantar dos Deuses, ou quem sabe, de Iemanjá: Pintado frito e depois uma moqueca de pintado!
Dizer obrigado é muito pouco. Peço que o Rio Taquari lhes sejam tão generoso quanto são essas simpáticas pessoas para com os amigos e para quem deles recebem o conforto da assistência familiar.

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