segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

ME=MORAR OU MEMÓRIAS DE UMA FERROVIA

Neste domingo fui assistir ao espetáculo do Coletivo Corpomancia, na casa 169 da Vila dos Ferroviários. Lembrei-me da musica do Garoto, Chico e Vinicius, Gente Humilde: Tem certos dias em que penso em minha gente e sinto assim uma vontade de chorar...
Cena e Som a altura dos melhores espetáculos de qualquer melhor lugar do mundo. Interpretação impecável das "bailarinas" de uma Peça de Teatro que rememora, que traz ao lume sentimentos, que mostra o descaso com a história de pessoas e instituições, que projeta o sentimento de perda com implicações nas vidas das pessoas que tiveram de passar ou ainda vivem o rescaldo da realidade desse fim, do não futuro das coisas.
A angústia do previsto fim contagiando a vida, criando reações psicológicas e físicas, a metamorfose no transpor possibilidades e finalmente, o sentimento de perda definitiva, sobre o entulho de tudo, onde somente o homem, com toda a sua capacidade de superação sobrevive, apesar de tudo.
Taí um espetáculo para ser visto por Manoel de Barros, pela assimetria dos fatos enunciados na dança, que diz tudo, com seu conceito de despalavras.

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