segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

ASSOVIO/CECÍLIA MEIRELES

Ninguém abra a sua portapara ver que aconteceu:
saímos de braço dado, a noite escura mais eu.
Ela não sabe o meu rumo,eu não lhe pergunto o seu;
não posso perder mais nada, se o que houve já se perdeu.
Vou pelo braço da noite, levando tudo que é meu:
a dor que os homens me deram, e a canção que Deus me deu.

(Cecília Meireles)

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