terça-feira, 19 de janeiro de 2010

SANTA CASA DE CAMPO GRANDE

Um desastre total é a gestão dos interventores nomeados judicialmente na Santa Casa de Campo Grande. Há cinco anos a Santa Casa vem alternando intervenção administrativa do município e intervenção judicial. O desastre é total, seja do ponto de vista físico, das instalações do Hospital e de seus equipamentos, seja das equipes médicas e dos demais segmentos que atuam naquele local.
Um equívoco vergonhoso vem levando setores do Poder Judiciário a manter a intervenção, mesmo depois de reconhecida a ilegalidade desta por sentença do próprio Judiciário.
Quem compareceu ao julgamento do Agravo da ABCG/manenedora que pedia o cumprimento da sentença assistiu a uma decisão que renegou o direito para se basear em "interesses econômicos e sociais". Mas de quem? A Associação Beneficente mantenedora, há mais de oitenta anos mantém o Hospital com seu trabalho filantrópico. E está vendo o seu patrimonio ser dilapidado pelo poder público. O interesse social de quem? O Poder público cortou pela metade o atendimento e paralisa a cada dia setores de média e alta complexidade.
Este é um daqueles assuntos que envergonha o bom nome do Poder Judiciário que não é capaz de agir coletivamente para por fim ao descalabro da ilegalidade que se comete.
Reclamar ao Bispo não é possível, porque o Bispo, aliás o Arcebispo é solidário com a causa da ABCG-Santa Casa e mesmo com sua influência não consegue ver o assunto resolvido. Ao Conselho Nacional de Justiça ou ao Conselho Nacional do Ministério Público, de nada vale. Resta tudo nos escaninhos do tempo... e haja tempo!

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