domingo, 24 de janeiro de 2010

SOBRE POBREZA E PROSPERIDADE

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.

Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

(Adrian Rogers, 1931/2005)


Crítica ao pensamento, que está circulando na internet:

O pensamento de Adrian Rogers é cínico na acepção filosófica dos gregos. Ora, o Estado funciona para promover o equilíbrio social e econômico. É óbvio que essa de tirar dos ricos é uma piada e não funciona porque, no final, acaba com os ricos cujo capital movimenta a economia juntamente com os salários, e haverá mais pobres, porque esses não terão condições de produzir sem o capital. Portanto, ricos e pobres são os dois pesos da balança da economia. No entanto, o Estado como poder regulador tem de criar condições de trabalho e de produção para os pobres para que eles saiam da linha da pobreza e tenham condições de aliviar a sua situação social e econômica. Cabe assim ao Estado estabelecer esse equilíbrio tirando dos ricos através dos impostos e taxas para financiar escolas, hospitais, estradas, segurança, para todos, sem exceção.

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