quinta-feira, 25 de julho de 2013

“O MAL É UM FENÔMENO SUPERFICIAL”! ATENÇÃO GOVERNANTES DO BRASIL!

Li e achei interessante a análise da banalidade do mal, especialmente causada por funcionários públicos por "orientação superior". 
  
Fonte: ex-Blog do Cesar Maia

Trechos do artigo “A filosofia e a máquina de extermínio nazista”, sobre Hanna Arendt. (Globo de sábado 20/07/13 – Caderno Prosa e Verso).
    
1. Respondendo a Samuel Grafton em 1963, Arendt deu a seguinte formulação: “O que eu quero dizer é que o mal não é radical, (...) que não tem profundidade. O mal é um fenômeno superficial (...). Nós resistimos ao mal ao não sermos arrastados pela superfície das coisas, ao pararmos e começarmos a pensar, ou seja, ao alcançarmos uma outra dimensão que não o horizonte da vida cotidiana. Em outras palavras, quanto mais superficial alguém for, mais provável será que ele ceda ao mal.
    
2. Assim, a monstruosidade do extermínio nazista está exatamente no fato dele não ter sido cometido majoritariamente por monstros, mas em grande parte por funcionários modernos e eficientes. Estes incluíam as secretárias que mantinham as fichas dos judeus atualizadas, os policiais que os prendiam, os maquinistas que os transportavam e os químicos que escolheram o gás a ser usado etc. Foi o trabalho destes bons funcionários alemães, franceses, ucranianos, italianos, holandeses e outros que permitiu assassinar tantas pessoas, com o menor custo emocional e material possível e em tão pouco tempo. Eles se igualavam pela ausência de considerações morais sobre suas tarefas cotidianas.

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